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Celina Leão questiona a impunidade após assassinato de jovem e defende redução da maioridade penal

Da redação do Conectado ao Poder

Após o brutal assassinato de Isaac Vilhena, Celina destaca a necessidade de uma reflexão sobre impunidade e segurança pública.

A governadora em exercício, Celina Leão, expressou seu profundo lamento e indignação pelo brutal assassinato do jovem Isaac Vilhena, de apenas 16 anos, que ocorreu na noite de sexta-feira, 17 de outubro, durante um assalto na SQS 112/113 Sul. Isaac, estudante do Colégio Militar de Brasília, foi morto com um golpe de faca ao tentar recuperar um dos celulares roubados por um grupo de adolescentes.

O velório de Isaac está agendado para o dia 19 de outubro, às 14h, no cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul. A tragédia provocou uma rápida resposta da polícia, que apreendeu três adolescentes envolvidos no crime, enquanto outros quatro foram ouvidos e liberados. A localização dos suspeitos foi possível graças ao rastreamento do celular roubado, que indicou o Paranoá como local de residência dos jovens.

Durante um evento em São Sebastião, no dia 18 de outubro, Celina Leão se solidarizou com a família da vítima e levantou questionamentos acerca da sensação de impunidade no sistema judiciário. “Nós pegamos um governo sucateado na segurança pública, com todas as delegacias fechadas; fizemos a maior contratação de policiais da história do DF. Estamos investindo em monitoramento, com câmeras em todas as cidades. Precisa reforçar a percepção do sentimento de impunidade que continua vigorando. É uma reflexão necessária”, destacou.

A governadora também abordou a discrepância entre a capacidade de um adolescente votar e sua punição quando comete crimes. “Um adolescente, com 16 anos, pode votar e fazer várias ações, mas não pode ser penalizado? A família vê um adolescente deste cenário impune? Em três horas, a polícia solucionou o crime. Mas qual vai ser a punição dos outros?”, questionou Celina.

Na sequência, a governadora enfatizou a urgência da redução da maioridade penal, destacando que os adolescentes frequentemente cometem crimes, são rapidamente liberados e reintegram-se à criminalidade. O Congresso Nacional ainda não aprovou os projetos que tratam desse tema, enquanto na Argentina a maioridade penal é de 16 anos e um novo projeto busca reduzi-la para 13 anos.