Início Política Celina Leão revela estratégias para recuperar o BRB após turbulência com a...

Celina Leão revela estratégias para recuperar o BRB após turbulência com a Master


Da redação

Em meio à crise provocada pelas investigações da Polícia Federal sobre os negócios do banqueiro Daniel Vorcaro, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), anunciou a intenção de um fundo de investimentos em adquirir parte dos ativos vinculados ao Banco Master, atualmente sob gestão do Banco de Brasília (BRB). O valor da operação foi estimado em R$ 15 bilhões, dos quais R$ 4 bilhões seriam pagos imediatamente e R$ 11 bilhões em instrumentos financeiros atrelados aos próprios ativos.

O anúncio, feito após viagem de Celina a São Paulo, revelada pelo PlatôBR, ocorre durante a maior crise patrimonial já enfrentada pelo BRB, após a incorporação de ativos do Banco Master, liquidado pelo Banco Central em razão de operações consideradas ilegais. Segundo levantamento do Ministério Público Federal, entre 2024 e 2025, o banco público aportou pelo menos R$ 16,7 bilhões na instituição ligada a Vorcaro, sendo R$ 12,2 bilhões em operações com indícios de fraude.

A governadora não divulgou os investidores nem as condições completas da proposta, alegando exigências do mercado. Celina afirmou que a negociação não prevê uso de dinheiro público e será submetida ao Banco Central. De acordo com ela, o BC poderá emitir um parecer sobre a realidade financeira do BRB em até 30 dias. “Garanto que o BRB não vai quebrar”, afirmou ao PlatôBR.

Sobre sua relação com Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB durante as negociações suspeitas, Celina Leão declarou que não havia proximidade e negou participação ou opinião sobre a compra dos títulos do Master pelo banco. Ela ressaltou que intensificou articulações no mercado financeiro após assumir o comando do Palácio do Buriti.

Entre as ações tomadas, Celina determinou o afastamento de servidores ligados à operação suspeita e manteve interlocução com o governo federal e a Caixa Econômica Federal. O BRB calcula um rombo de pelo menos R$ 8 bilhões, segundo as investigações em andamento.