Da redação
O senador Rodrigo Pacheco (PSB) avalia a possibilidade de disputar o governo de Minas Gerais em 2026, após ser incentivado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pacheco avança em articulações que podem resultar numa aliança inédita entre Lula e o presidente do PSDB, Aécio Neves. Nos bastidores, a direção do PT define a movimentação como “esdrúxula” e três lideranças garantiram à Coluna do Estadão que não aceitarão a aliança. Ainda assim, reconhecem que Pacheco é fundamental para garantir um palanque a Lula no segundo maior colégio eleitoral do país.
Em Minas Gerais, a esquerda enfrenta dificuldades por falta de nomes competitivos, enquanto a direita reúne candidatos em ascensão. Diante desse cenário, o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), adotou tom cauteloso ao ser questionado sobre uma possível chapa com Pacheco: “Tudo depende das condições impostas por Pacheco”, disse em conversa com jornalistas.
Aécio Neves, por sua vez, não descarta compor chapa com Pacheco para o Senado, embora isso implique uma aliança indireta com Lula. Ele lembra que, apesar da rivalidade histórica entre PT e PSDB, manteve boa relação institucional com Lula durante seus mandatos como governador. Contudo, avisa que não participará de eventos ou palanques ao lado do petista.
Interlocutores confirmam que Pacheco e Aécio tiveram ao menos quatro encontros recentes para tratar das eleições em Minas, mas asseguram que as conversas atualmente se concentram na disputa para deputado. Pacheco ainda não definiu se será candidato ao governo. Ele deixou o PSD e se filiou ao PSB, já que seu antigo partido apoiará a reeleição de Mateus Simões.
A indefinição de Pacheco trava negociações para a montagem de chapas. Pesquisas de abril de 2026 (AtlasIntel) apontam Cleitinho (Republicanos) com 32,7% das intenções de voto para governador, seguido por Pacheco (28,6%), Alexandre Kalil (11,7%) e Mateus Simões (6,2%). Para o Senado, segundo pesquisa Paraná Pesquisas (março de 2026), Aécio Neves lidera a disputa com 26,1%, próximo a Carlos Viana (32,2%) e Marília Campos (25,7%). Outros nomes, como Flávio Roscoe e Luís Eduardo Falcão, também buscam espaço.






