Da redação
Na noite de terça-feira, deputados do Centrão, de siglas como Republicanos, MDB, PP e União Brasil, reuniram-se na casa do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para negociar uma reforma com potencial de barrar o “Efeito Nikolas”, referência ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
Duas alternativas estão em discussão: o distrital misto, que destina metade dos votos a uma lista fechada definida pelos partidos e a outra metade à disputa proporcional, e o distritão, no qual os candidatos mais votados são eleitos deputados. Integrantes do Centrão apontam falhas nos dois modelos.
Articuladores querem aprovar a reforma antes da posse das novas bancadas no Congresso, a partir de fevereiro do ano seguinte, por temerem oposição de deputados eleitos neste ano. A expectativa é votar a proposta na Câmara em novembro e no Senado no início de dezembro.
Em 2026, Nikolas recebeu 3.119.318 votos, e Pavanato, 3.038.438. Ambos são do PL, que conquistou 121 cadeiras, maior bancada da sigla desde 1990. No sistema proporcional de lista aberta, votos de candidatos e legendas definem as vagas, e um candidato pode ajudar a eleger colegas.




