Da redação
A divulgação de um estudo da Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT), que aponta risco de desvio de finalidade nos vales refeição e alimentação, acirrou a disputa no mercado de benefícios profissionais. Empresas favoráveis à modernização do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) rejeitam o diagnóstico apresentado.
Segundo Eduardo del Giglio, CEO da Caju, a pesquisa da ABBT “não é justa” e não leva em conta o funcionamento atual dos benefícios. “Se o RH segrega o benefício para alimentação, não existe possibilidade de desvio de finalidade. O trabalhador não consegue usar o recurso para outra coisa”, afirmou o executivo.
Del Giglio critica a ABBT por insistir na narrativa do desvio, alegando que a associação se opõe às mudanças desde a edição do novo decreto do PAT. “É uma campanha que a ABBT vem fazendo porque não aceita mudança”, declarou.
O decreto, publicado no fim de 2025, prevê a abertura dos arranjos fechados de benefícios, interoperabilidade entre credenciadoras e emissores, limite para taxas cobradas dos estabelecimentos e redução dos prazos de liquidação. O governo defende que as alterações ampliam a concorrência, reduzem custos de intermediação e aumentam o poder de compra do trabalhador.
A posição de del Giglio é apoiada por entidades como a Associação Brasileira de Supermercados, a Associação Nacional de Restaurantes e o Sebrae. Em manifesto divulgado nesta semana, essas organizações defenderam a manutenção e a modernização do PAT, argumentando que as novas regras mantêm a natureza social do programa e fortalecem sua eficiência econômica, concorrência e segurança jurídica.






