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Chefe do Unops alerta para impacto do conflito no Irã sobre energia global


Da redação

A Organização das Nações Unidas (ONU) criou uma força-tarefa liderada pelo português Jorge Moreira da Silva para enfrentar os efeitos humanitários provocados pelo agravamento do conflito no Oriente Médio e suas repercussões no setor energético, especialmente após a interrupção do fluxo no Estreito de Ormuz. A medida foi tomada devido ao colapso das rotas tradicionais de abastecimento, principalmente após a intensificação das tensões no Irã, obrigando países a buscarem alternativas energéticas urgentes.

Segundo Jorge Moreira da Silva, diretor executivo do Unops, o choque atual é o maior já registrado pela Agência Internacional de Energia, e destaca: “Três coisas normalmente acontecem: eficiência no consumo, diversificação de fontes e ‘esverdeamento’ das matrizes, tornando países menos dependentes de importações.” Ele aponta que países lusófonos têm ampliado sua participação no cenário energético – o Brasil exporta mais energia para a China, enquanto Angola e Timor-Leste mantêm produção petrolífera e Moçambique se desponta no setor de gás natural.

Moreira da Silva alerta que a resposta deva ser estrutural e não restrita ao aumento da produção de petróleo. O especialista relembra as lições da pandemia, como a interdependência global e a vulnerabilidade dos mais pobres, destacando: “Vai ser muito importante perceber como é que os países vão ser cada vez mais resilientes.”

A solução de curto prazo, segundo o chefe da força-tarefa, passa por uma saída política para reabrir o Estreito de Ormuz, frisando que procrastinar uma resposta pode aumentar os custos humanitários consideravelmente. Ele reforça que investir em eficiência energética, diversificação de fontes e transição ecológica deve ser prioridade.

Por fim, Moreira da Silva defende que políticas públicas devem buscar não só o crescimento econômico, mas a construção de resiliência sistêmica, transformando a crise em oportunidade para liderança sustentável.