Da redação
O presidente do Parlamento do Líbano, Nabih Berri, afirmou nesta terça-feira (21) que as forças israelenses instaladas no sul do país enfrentarão resistência caso não se retirem da região. O alerta foi feito dias antes das negociações entre Líbano e Israel, mediadas pelos Estados Unidos e marcadas para quinta-feira (23).
Desde 16 de maio, um cessar-fogo mediado por Washington tem sido amplamente mantido entre Israel e o Hezbollah. No entanto, tropas israelenses persistem em um cinturão de 5 quilômetros de profundidade por 10 quilômetros de extensão ao longo da fronteira libanesa. Israel justifica a presença militar como proteção ao norte do país contra o Hezbollah, grupo xiita apoiado pelo Irã.
O Líbano foi envolvido no conflito em 2 de março, quando o Hezbollah abriu fogo em apoio ao Irã e à causa regional. Os Estados Unidos pretendem buscar, nesta semana, um avanço diplomático para conter novas hostilidades.
Berri, aliado do Hezbollah e líder do Movimento Amal, declarou ao jornal al-Joumhouria que o Líbano “não tolerará perder um metro de terra”. Ele afirmou: “Se Israel mantiver sua ocupação, seja de áreas, posições ou traçando linhas amarelas, sentirá o cheiro da resistência todos os dias”.
Israel havia chamado a faixa ocupada de “Linha Amarela” — termo usado também em Gaza —, mas, desde domingo (19), passou a referir-se ao trecho como “linha de defesa avançada”, marcando-a em vermelho em um mapa militar, incluindo uma “área de defesa avançada naval” da costa libanesa até o mar. Berri concluiu: “Se eles insistirem em permanecer, enfrentarão resistência, e nossa história é testemunha disso”. Israel retirou suas tropas do sul do Líbano apenas em 2000, após 22 anos de presença militar e diversos ataques do Hezbollah, Amal e outros grupos.






