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China afirma que matar líder de Estado soberano é inaceitável; veja outras repercussões


Da redação

O chanceler da China, Wang Yi, classificou como “inaceitável” o assassinato do aiatolá Ali Khamenei em operação conjunta dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Segundo nota do Ministério das Relações Exteriores, Wang declarou que “matar abertamente o líder de um Estado soberano e instigar mudança de regime é inaceitável” e que tais atos violam o direito internacional. Durante conversa telefônica neste domingo (1º) com o chanceler russo, Sergei Lavrov, Wang afirmou ainda que a China está “altamente preocupada” com a situação e se opõe ao uso da força em relações internacionais.

O presidente russo, Vladimir Putin, também criticou o ataque, afirmando que houve uma “violação cínica de todas as normas da moralidade humana e do direito internacional”, prestando solidariedade ao regime iraniano. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, igualmente expressou preocupação, ressaltando a tradicional proibição de ataques a chefes de Estado.

Em contraste, o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, questionou a legitimidade do regime iraniano após a morte de Khamenei, afirmando que discutirá a situação com Donald Trump na terça-feira (3). Merz disse não ver ameaças diretas à Alemanha no momento. Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, destacou a esperança de que a população iraniana possa determinar seu futuro, mas alertou para possíveis riscos de instabilidade na região.

A China orientou seus cidadãos a deixarem o Irã, indicando rotas de saída e também recomendou que seus cidadãos em Israel procurem áreas seguras ou deixem o país. Em discurso no Conselho de Segurança da ONU, o embaixador chinês Fu Cong condenou o ataque, defendendo respeito à soberania do Irã. O Ministério das Relações Exteriores da China reforçou, em publicação nas redes sociais, que o assassinato “viola seriamente” a segurança, a soberania do Irã e princípios das Nações Unidas.