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China culpa EUA e Israel por crise no Estreito de Hormuz após fala de Trump


Da redação

China e Rússia reagiram às declarações de Donald Trump sobre a guerra no Irã. Nesta quarta-feira (data não especificada), a China culpou as ações militares dos Estados Unidos e de Israel pelo bloqueio no Estreito de Hormuz e cobrou um cessar-fogo imediato na região. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, afirmou: “A raiz do problema das interrupções na navegação pelo Estreito de Hormuz são as operações militares ilegais dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã”. Ela destacou que apenas um cessar-fogo e a busca pela paz podem garantir a segurança da rota marítima.

Mao Ning também criticou as ameaças de escalada feitas por Trump e pediu início imediato das negociações de paz. “Meios militares não podem resolver fundamentalmente o problema, e a escalada dos conflitos não está no interesse de nenhuma das partes”, disse a representante chinesa.

Já Moscou demonstrou disposição em colaborar para uma solução diplomática do conflito. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou: “Se nossos serviços forem de alguma forma necessários, estamos, naturalmente, prontos para dar nossa contribuição para que a situação militar transite para um caminho pacífico o mais rápido possível”.

Em rede de TV, Trump afirmou que os Estados Unidos estão próximos de atingir seus objetivos militares no Irã e destacou que o país não depende do petróleo transportado pelo Estreito de Hormuz. “Os Estados Unidos praticamente não importam petróleo pelo Estreito de Hormuz, e não vamos importar nada no futuro. Os países do mundo que recebem riqueza dali devem cuidar dessa passagem”, afirmou.

Trump pressionou os europeus a enviar navios militares para reabrir Hormuz e prometeu intensificar ataques ao Irã caso não haja acordo. O governo iraniano respondeu dizendo que manterá a guerra até a rendição do adversário, enquanto europeus atribuem a crise à ofensiva dos EUA e de Israel, rejeitando o envio de tropas para o local.