Da redação
A China lançou neste domingo, às 23h08 (horário local), a missão Shenzhou-23 com três astronautas em direção à estação espacial Tiangong, localizada em órbita terrestre. O lançamento ocorreu no Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, no Noroeste do país, com o objetivo de realizar estudos fisiológicos de longa duração no espaço.
A tripulação é composta pelo comandante Zhu Yangzhu, o piloto Zhang Yuanzhi, ambos do Exército de Libertação Popular, e o especialista em carga útil Li Jiaying. Li Jiaying tornou-se o primeiro astronauta de Hong Kong a integrar uma missão espacial da China, após atuar como inspetor de polícia na cidade.
De acordo com a Agência Espacial Tripulada da China, um dos três astronautas permanecerá em órbita por um ano, o que representa a missão chinesa mais longa até o momento. A permanência prolongada permitirá investigar os efeitos que longas estadias no espaço provocam no corpo humano.
A escolha de qual astronauta cumprirá a missão de 12 meses ainda não foi definida e dependerá do andamento das operações na estação espacial. A agência informou que a decisão será tomada posteriormente, de acordo com o progresso da missão em curso.
A operação se insere em um contexto de rivalidade crescente com os Estados Unidos, que seguem em paralelo com seu próprio programa lunar. Autoridades norte-americanas afirmam que Pequim tem planos de colonização lunar e de utilização dos recursos naturais do satélite, alegações que o governo chinês rejeita publicamente.
O histórico da China inclui quase uma dúzia de missões tripuladas à sua estação espacial. A Nasa, por sua vez, pretende pousar astronautas na Lua em 2028, visando instalar uma presença sustentável como preparação para futuros voos tripulados a Marte.






