Da redação
A China estabeleceu uma meta de crescimento econômico entre 4,5% e 5% para 2024, ligeiramente inferior às metas dos anos anteriores. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (5) pelo primeiro-ministro Li Qiang, durante a apresentação do relatório de trabalho do governo na abertura da Assembleia Nacional Popular (ANP), órgão máximo legislativo chinês.
O relatório do governo destaca o objetivo de crescimento nesse intervalo e afirma que a administração buscará “alcançar melhores resultados na prática”. O documento reconhece conquistas recentes, mas ressalta desafios significativos, como a prolongada crise no setor imobiliário, incertezas externas e desequilíbrios entre oferta e demanda interna.
Nos últimos três anos, o governo chinês fixou metas de crescimento de “cerca de 5%”. Em 2023, a economia registrou expansão de 5%. Agora, ao adotar uma faixa entre 4,5% e 5%, o governo afirma buscar maior flexibilidade para ajustar as políticas econômicas ao longo do ano, diante do crescimento dos riscos geopolíticos e de ameaças ao comércio livre.
O relatório chama atenção para o impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos durante o governo Donald Trump nas exportações chinesas, embora o país tenha expandido vendas para outras regiões. Internamente, o documento enfatiza o “acentuado” desequilíbrio entre oferta forte e demanda fraca, além do desafio de transitar para novos motores de crescimento.
A sessão anual da ANP reúne cerca de 3 mil delegados e é considerada o principal evento político do país. Deve aprovar ainda um plano quinquenal com prioridades políticas e econômicas até 2030, incluindo o fortalecimento da economia doméstica e o avanço das ambições do presidente Xi Jinping de posicionar a China como líder global em tecnologia.






