Da redação
A Secretaria de Economia do Distrito Federal atrasou por mais de quatro horas o envio do projeto de lei que prevê a reestruturação da carreira e reajuste salarial para servidores do Departamento de Trânsito (Detran-DF) à Câmara Legislativa nesta terça-feira (31). O texto, reivindicado desde a semana anterior pelo presidente da Casa, Wellington Luiz (MDB), e pelo deputado Eduardo Pedrosa (União), chegou apenas às 23h, após sucessivas promessas aos servidores e parlamentares presentes.
A sessão ordinária foi suspensa por volta das 18h50, após aprovação de outros projetos para diferentes categorias do funcionalismo. Durante o período de espera, deputados ajustaram prazos e buscaram alternativas para amenizar a insatisfação dos servidores do Detran-DF que acompanhavam a movimentação da galeria.
De acordo com interlocutores do Palácio do Buriti, o projeto de lei não poderia ser votado naquele momento, pois as propostas iniciais apresentadas eram consideradas inviáveis orçamentariamente. A primeira geraria aumento de despesa sem recursos suficientes no GDF, enquanto a segunda previa impacto financeiro apenas para o próximo ano, o que é ilegal em período eleitoral.
O Projeto de Lei nº 2255 de 2026, assinado pela governadora Celina Leão (PP), propõe atualização das tabelas de vencimentos para cargos como Especialista, Analista, Técnico e Agente de Trânsito, com efeitos também para aposentados e pensionistas. A medida terá impacto estimado em R$ 80,7 milhões em 2026, R$ 114 milhões em 2027 e R$ 125 milhões em 2028. O diretor-geral do Detran-DF, Marcu Antônio de Souza Bellini, ressaltou que a última reestruturação salarial ocorreu há mais de 12 anos.
Após o recebimento do projeto, Wellington Luiz declarou que já preparava a convocação do secretário de Economia para explicar a demora. Ao final da sessão, os deputados anunciaram a demissão do secretário Daniel Izaias de Carvalho.





