Início Distrito Federal CLDF cria programa inovador para proteção animal no Distrito Federal

CLDF cria programa inovador para proteção animal no Distrito Federal

Da redação do Conectado ao Poder

Medida visa garantir qualidade de vida a animais em situação de vulnerabilidade e auxiliar protetores.

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, na última terça-feira, 4 de novembro, o Projeto de Lei nº 1.966/2025, que cria o Programa de Apoio à Proteção dos Animais. Essa iniciativa tem como objetivo garantir condições mínimas de subsistência para cães e gatos que são resgatados ou que estão sob tutela de pessoas físicas ou jurídicas.

O programa contará com a concessão de um auxílio financeiro, que será gerido pelo Banco de Brasília (BRB). Este auxílio é destinado exclusivamente à compra de bens e serviços relacionados ao bem-estar animal. O valor e as regras para a concessão do benefício serão definidos pelo Governo do Distrito Federal (GDF), que deve regulamentar o projeto em breve.

A Secretaria Extraordinária de Proteção Animal (SEPAN) explicou que a proposta surgiu a pedido do Poder Executivo. As diretrizes do auxílio serão baseadas em resultados de uma pesquisa chamada Formulário de Protetores de Animais, realizada pela SEPAN-DF em parceria com o Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF). “O regulamento da lei também irá detalhar quem poderá ser beneficiado, além das formas de fiscalização e das penalidades em caso de irregularidades”, afirmou a SEPAN.

Além da concessão de auxílio financeiro, o projeto institui o Cadastro de Identificação Animal (CRIA). Este cadastro reunirá diversas informações sobre os animais, com o objetivo de subsidiar políticas públicas voltadas para o bem-estar e proteção animal. Informações como número do microchip, nome completo do tutor, CPF e endereço, assim como dados do animal, como espécie, raça, idade e status de castração, estarão disponíveis no sistema.

O CRIA vai contribuir para a localização rápida de tutores em caso de abandono ou perda do animal. Segundo a SEPAN, a falta de um censo oficial sobre cães e gatos abandonados no Distrito Federal, bem como a ausência de um registro adequado de ONGs e protetores cadastrados, tem dificultado a fiscalização e a implementação de políticas efetivas de proteção animal.

Com a implementação dessas medidas, espera-se um avanço significativo na proteção dos animais no Distrito Federal, além de fortalecer a posse responsável e a fiscalização contra maus-tratos.