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Cleitinho intriga aliados e Flávio corre contra o tempo para garantir apoio em Minas Gerais


Da redação

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) mantém suspense sobre sua candidatura ao governo de Minas Gerais, apesar dos bons resultados em pesquisas de intenção de voto. Cleitinho afirmou que só decidirá se entrará na disputa em junho. O PL, porém, pressiona para uma definição ainda em abril, diante do lançamento de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato à Presidência e da necessidade de montar um palanque forte no estado.

Minas Gerais é estratégico, já que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aposta no senador Rodrigo Pacheco (PSB) para o governo local. Se Cleitinho aceitar concorrer, o deputado Domingos Sávio, recém-filiado ao PL, já está cotado para o Senado. Caso Cleitinho recuse, o partido negocia com outros nomes, como o atual governador Mateus Simões (PSD), candidato à reeleição, e os recém-filiados Flávio Roscoe, ex-presidente da Fiemg, e Vittorio Medioli, ex-prefeito de Betim.

Domingos Sávio ressaltou a preferência do PL por unir as candidaturas da direita ainda no primeiro turno, embora reconheça as dificuldades. “Temos dois candidatos que a gente pode dizer que são de direita ou de centro-direita: o governador Mateus Simões e o senador Cleitinho. Há possibilidade de alianças”, afirmou Sávio em evento em Brasília.

A situação de Mateus Simões é complicada porque ele apoia o ex-governador Romeu Zema (Novo) para a Presidência, enquanto o PSD, partido de Simões, lançou Ronaldo Caiado. Sávio reconhece o obstáculo: “O fato de Mateus ter Zema como candidato é um obstáculo a ser superado”.

O principal entrave, segundo Sávio, está na indefinição de Cleitinho. “O prazo agora começa a afunilar. Deixar para junho é temerário porque é preciso organizar a estrutura de campanha. Eu acredito que o PL vai fazer um esforço para ver se até o final de abril ele define se é candidato”, concluiu o deputado.