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Com crescimento de Flávio, Lula aposta no fim da escala 6×1 para turbinar campanha

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Da redação

A queda na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas últimas semanas, somada ao avanço do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas, levou ministros a discutirem estratégias para impulsionar a intenção de voto no petista. Entre as medidas avaliadas pelo governo está o envio urgente ao Congresso de um projeto de lei para o fim da escala 6×1, o que reduziria a jornada de trabalho para 40 horas semanais sem corte de salário.

Lula tem expressado preocupação com a queda de sua popularidade e cobrado de ministros ações para conter o crescimento do adversário. A medida ganha força porque, segundo pesquisa do Datafolha de março, 70% dos brasileiros apoiam a proposta de encurtamento da jornada. Chegou-se a considerar uma medida provisória sobre o tema, mas a ideia foi descartada para evitar tensões com o Congresso e com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos).

Até o momento, a proposta conta com o apoio dos ministros Sidônio Palmeira (Secom) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência da República). O plano é enviar um projeto de lei com urgência constitucional, que deve ser votado em até 45 dias. Se não houver votação no prazo, a pauta da Câmara será bloqueada.

Entretanto, aliados de Motta afirmaram ao PlatôBR que o envio do projeto pode acirrar a relação entre o presidente da Câmara e Lula. Motta defende que o tema avance via PEC (Proposta de Emenda à Constituição), já nomeou o deputado Paulo Azi (União Brasil-BA) como relator na CCJ, e manifestou publicamente apoio à redução da jornada.

Enquanto o governo ainda decide a melhor estratégia, entidades do setor produtivo solicitaram a Motta que a proposta de jornada flexível seja apensada à PEC e defendem que a votação ocorra após as eleições, afastando o risco de uso eleitoral do tema.