Da redação
Após duas semanas de guerra no Oriente Médio, o presidente dos EUA, Donald Trump, insiste que o Irã foi “completamente derrotado”, apesar de Teerã continuar a atacar países da região e ameaçar retaliar caso suas instalações petrolíferas sejam atingidas. Na sexta-feira (13), forças americanas atacaram a ilha iraniana de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do país, responsável por quase 90% das exportações, atingindo mais de 90 alvos militares, mas poupando as instalações de petróleo.
O presidente Trump enfrenta um dilema: atacar o terminal de Kharg pode enfraquecer o governo iraniano, mas elevar ainda mais os preços do barril de petróleo, que já alcançaram US$ 120, o maior valor em quatro anos, impactando a inflação global e trazendo riscos políticos para as eleições de meio de mandato em novembro. Um ataque direto ao setor energético pode acirrar novos bombardeios do Irã contra infraestruturas do Golfo, ampliando a crise humanitária.
A guerra, iniciada por ataques americanos e israelenses ao Irã em 28 de fevereiro, afetou o abastecimento global de petróleo com o bloqueio, por Teerã, do estreito de Hormuz, por onde passam até 25% do petróleo mundial. Segundo o Reino Unido, 16 navios foram atacados na região, levando Trump a anunciar o envio imediato de escoltas navais e reforços militares, incluindo cerca de 2.500 fuzileiros navais e navios de guerra.
Autoridades iranianas ameaçam destruir infraestruturas ligadas aos EUA, enquanto novos ataques eclodem. No sábado (14), destroços de drone atingiram o porto de Fujairah, nos Emirados Árabes, número de vítimas no Líbano chegou a 773 após ofensiva israelense, e a embaixada americana em Bagdá e grupos armados pró-Irã foram bombardeados. Houve também interceptações de mísseis no Qatar e evacuação de pessoal da embaixada americana em Omã.
O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu negociações diretas entre Israel e Líbano, oferecendo Paris como sede para um cessar-fogo. O Hamas instou o Irã a não atacar países vizinhos, reafirmando o direito de resposta de Teerã, mas apelando pela contenção dos ataques na região do Golfo.






