Da redação
Mais de 180 pessoas morreram ou desapareceram nos naufrágios recentes no Mediterrâneo, segundo dados da Organização Internacional para Migrações (OIM). Desde o início de 2026, quase 1.000 vidas foram perdidas na região. Somente nos quatro primeiros meses deste ano, cerca de 765 mortes foram registradas na rota do Mediterrâneo Central, aumento de mais de 150% em relação ao mesmo período de 2025. O elevado número de vítimas faz de 2026 um dos anos mais letais desde 2014.
Segundo a diretora-geral da OIM, Amy Pope, as tragédias confirmam que muitas pessoas continuam arriscando suas vidas em rotas perigosas. Ela afirmou que a prioridade deve ser salvar vidas, além de combater a exploração de pessoas vulneráveis por traficantes e contrabandistas.
No domingo, mais de 80 migrantes desapareceram após um barco virar no Mediterrâneo Central, depois de partir da Líbia com cerca de 120 pessoas a bordo. Trinta e dois sobreviventes foram resgatados e levados a Lampedusa, na Itália. No início do mês, 19 corpos foram encontrados em uma embarcação próxima à costa de Lampedusa, cujo trajeto também começou na Líbia. Outros 58 foram socorridos, alguns em estado crítico.
Outros incidentes recentes destacam os perigos da travessia: em 28 de março, ao menos 22 pessoas morreram ao largo de Creta após partirem do leste da Líbia; em 30 de março, um naufrágio próximo a Sfax, na Tunísia, resultou em 19 mortos e aproximadamente 20 desaparecidos.
Apesar da diminuição nas chegadas de migrantes, o número de mortes permanece alto. A OIM alerta para a insuficiência da capacidade de busca e salvamento e pede mais coordenação internacional, além da ampliação de vias de migração legal para reduzir a dependência de rotas perigosas.






