Da redação
Após a desistência de Ratinho Jr., o PSD escolheu o governador Ronaldo Caiado como pré-candidato à Presidência. Desde então, o partido contabiliza perdas e ganhos no processo de troca de filiações, marcado por movimentos ligados tanto à candidatura nacional quanto aos palanques regionais.
A falta de unidade interna é apontada como um dos principais desafios para Caiado, já que, em diversos estados, candidatos do PSD integrarão palanques em apoio à reeleição do presidente Lula. Em Minas Gerais, o partido recebeu de volta o senador Carlos Viana, ex-Podemos, que tenta novo mandato e reforça a campanha do governador Mateus Simões (PSD). No entanto, perdeu o senador Rodrigo Pacheco, agora no PSB, que deixou a sigla por causa da chegada de Simões e montou palanque para Lula visando o governo do Estado.
No Maranhão, a senadora Eliziane Gama filiou-se ao PT, justificando a decisão com a escolha de um “novo trilho político” pelo PSD, em referência à guinada à direita sob Caiado. Kassab havia garantido liberdade para ela apoiar Lula, mas Eliziane afirmou que seu ciclo no PSD terminava, encerrando quatro anos na legenda.
Em São Paulo, o vice-governador Felício Ramuth também deixou o PSD ao saber que Kassab desejava ocupar sua vaga na chapa de reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ramuth optou pelo MDB e foi confirmado novamente como vice de Tarcísio, após desgaste com Kassab.
Por outro lado, o PSD recebeu o deputado Túlio Gadelha (PE), oriundo da Rede. Indicado pela governadora Raquel Lyra (PSD), que mantém boa relação com Lula, Gadelha afirmou que atuará pela reeleição do presidente, evidenciando a diversidade de apoios regionais dentro da legenda.





