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Como funciona a fila para visitar Bolsonaro na cadeia


Da redação

Visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na penitenciária Papudinha, em Brasília, não é um processo simples ou automático. O procedimento depende de uma série de etapas e da avaliação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Diversos aliados buscam audiência com Bolsonaro, que somente recebe visitas após triagem criteriosa.

A primeira exigência é o interesse do próprio ex-presidente em receber o visitante. Os nomes dos interessados são previamente incluídos em uma “lista de espera” administrada por seus advogados. A inclusão na lista não garante ordem de chegada ou prazo para o atendimento, e não há certeza de que o pedido será atendido.

Antes de formalizar o pedido ao STF, Bolsonaro define pessoalmente quem poderá visitá-lo. Após sua aprovação, o nome é encaminhado para avaliação do ministro Alexandre de Moraes, que decide sobre a autorização. Segundo fontes, a fila de espera também reflete o grau de proximidade e prioridade dos aliados em relação ao ex-presidente.

Recentemente, Moraes autorizou as visitas de Anderson Luis de Moraes, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro; da deputada Bia Kicis (PL-DF); de José Vicente Santini, representante do governo de São Paulo em Brasília; do deputado Marco Feliciano (PL-SP); e do senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado.

Em autorizações anteriores, visitaram Bolsonaro os senadores Bruno Bonetti e Carlos Portinho (ambos PL-RJ) e o deputado Guilherme Derrite (PL-SP). Entre os que aguardam liberação estão o deputado Alberto Fraga e o senador Izalci Lucas, ambos do PL-DF. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) também declarou intenção de visitar Bolsonaro.