Da redação
Durante evento que celebrou os 46 anos do PT, em Salvador, nesta sexta-feira, 6, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, elogiou publicamente o senador Jaques Wagner (PT-BA). “Eu sou Jaques Wagner desde criancinha. Ele é o grande condutor da política baiana no campo progressista, uma das pessoas que eu mais admiro no Partido dos Trabalhadores”, afirmou, citando a “sensatez” e “visão de mundo” do senador.
A declaração foi feita ao ser questionado sobre uma possível chapa puro-sangue do PT na eleição para o governo da Bahia, envolvendo o governador Jerônimo Rodrigues, o senador Wagner e o ministro Rui Costa (Casa Civil) na disputa pelas vagas ao Senado. Haddad não mencionou Rui Costa, o que repercutiu entre lideranças do partido e interlocutores dos dois ministros.
Na Esplanada dos Ministérios e no Congresso, é de “conhecimento público” a relação distante entre Haddad e Rui Costa, que disputam espaço como possíveis sucessores de Lula e candidatos ao Planalto em 2030. Enquanto Haddad é cogitado para disputar o governo paulista, Costa tem forte base eleitoral na Bahia.
Aliados de Wagner e Costa interpretaram o elogio de Haddad como um recado indireto ao rival da Casa Civil. Lula, por sua vez, tem defendido a candidatura de Rui Costa ao governo baiano, temendo perda de votos com a reeleição de Jerônimo Rodrigues. Apesar de simpatizar com a ideia, Costa não atua ativamente para viabilizá-la, enquanto Wagner e Jerônimo resistem à mudança.
Rui Costa construiu sua liderança na Bahia pelo apoio de prefeitos e pela fama de gestor eficiente, apelidado de “Rui Correria”. Apesar de Haddad ser considerado mais próximo de Lula e fortalecido após o período em que o presidente esteve preso, aliados admitem que ambos precisarão de unidade no futuro do partido.





