Da redação
O CEO da Berkshire Hathaway, Greg Abel, afirmou neste sábado, 2 de junho, em Omaha, que os negócios do grupo no setor químico enfrentam pressão devido à alta nos preços de insumos derivados do petróleo, impulsionada pelos conflitos no Oriente Médio. Segundo ele, a empresa vem tentando reequilibrar a situação repassando parte dos custos.
Durante a reunião anual de acionistas, Abel detalhou que o custo desses insumos praticamente dobrou em um período muito curto, impactando diretamente as operações da divisão química. O executivo apontou que essa escalada de preços tem imposto desafios significativos ao segmento, afetando os resultados financeiros recentes da companhia.
“Vamos administrar isso, e essa é a beleza de fazer parte da Berkshire. Primeiro vamos cuidar do cliente, vamos encontrar a resposta certa, vamos gerenciar os desafios e criar valor”, declarou Greg Abel aos acionistas, defendendo a busca de soluções que contemplem também a manutenção do relacionamento com os clientes.
Abel reconheceu que o lucro do negócio químico está em queda, ou estável para baixo, em função da elevação dos custos de insumos. Entretanto, enfatizou que a empresa continua “entregando o que o cliente precisa” e destacou que, ao longo do tempo, ocorrerá um reequilíbrio. “Os preços serão reajustados e depois talvez recuem um pouco mais lentamente”, explicou.
O executivo reforçou o foco em retornos de longo prazo, afastando estratégias de curto prazo baseadas apenas na valorização do petróleo. “Não vamos colocar o ativo em risco para tentar obter um resultado de curto prazo só porque o preço do petróleo está mais alto”, afirmou Abel.
A Berkshire Hathaway é uma das maiores conglomerados dos Estados Unidos, com atuação em diversos setores. O setor químico da empresa tem enfrentado oscilações devido à instabilidade nos mercados globais de commodities, especialmente em razão de crises geopolíticas que afetam o fornecimento de petróleo.






