Início Mundo Conflito no Oriente Médio mata centenas de crianças e profissionais de saúde

Conflito no Oriente Médio mata centenas de crianças e profissionais de saúde


Da redação

A violência no Oriente Médio se prolonga pelo quinto dia, com Estados Unidos e Israel realizando ataques contra o Irã, que respondeu atingindo alvos em diversos países da região. O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para “multiplicação de novas frentes”, ressaltando o aumento de mortes de civis e os riscos à economia global devido a ataques à infraestrutura energética no Golfo.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou nesta quarta-feira que não detectou danos às instalações nucleares iranianas nem risco de liberação radiológica após os ataques. Imagens de satélite, porém, mostram danos em dois edifícios próximos à usina de Isfahan. O diretor-geral Rafael Mariano Grossi pediu cautela para evitar incidente radiológico, ressaltando preocupação com o estoque de urânio enriquecido do Irã e o acesso restrito a inspetores.

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, afirmou que o conflito afeta serviços de saúde. Ataques em mais de 130 cidades iranianas já deixaram centenas de mortos, inclusive profissionais de saúde. No Líbano, três paramédicos morreram e seis ficaram feridos durante resgates em Tiro, no sul do país.

A Missão de Apuração dos Fatos sobre o Irã condenou em nota os ataques dos EUA e Israel, e manifestou alarme com as retaliações iranianas a países vizinhos, que vêm causando mortes de civis e danos à infraestrutura. A missão alertou que a população iraniana está “presa entre uma campanha militar prolongada e um governo de histórico de violações de direitos humanos”, pedindo ao Irã o fim imediato do bloqueio à internet e comunicações.

No Líbano, a escalada do conflito afeta principalmente as crianças. Segundo o Unicef, sete crianças morreram e 38 ficaram feridas nas últimas 24 horas por ataques aéreos, provocando deslocamento de quase 60 mil pessoas, incluindo 18 mil crianças, em um único dia. Cerca de 11 mil cruzaram do Líbano para a Síria só em 2 de março, e agências da ONU ampliam ações de assistência emergencial.