Da redação do Conectado ao Poder
Os presidentes da Câmara e do Senado enfrentam críticas de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro em ato em Brasília.
Os presidentes do Senado e da Câmara, Davi Alcolumbre e Hugo Motta, enfrentaram críticas acirradas durante um ato em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, realizado neste domingo, 20 de julho, em Brasília. Os apoiadores de Bolsonaro, incluindo o desembargador Sebastião Coelho, que é pré-candidato ao Senado pelo partido Novo, não hesitaram em classificar os líderes do Congresso como “omissos” diante da situação atual do ex-presidente.
A indignação se intensificou após os desdobramentos que levaram à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que Bolsonaro usasse tornozeleira eletrônica, e as buscas realizadas pela Polícia Federal em seus domicílios. Muitos manifestantes exigiam que o Congresso interrompesse o recesso para discutir as ações que estavam sendo tomadas contra o ex-presidente, alegando que era necessário agir rapidamente em defesa de seus direitos.
“A Câmara e o Senado têm muito o que fazer, e a gente precisa voltar a trabalhar”, afirmou a deputada Bia Kicis, que planejou uma convocação da bancada do PL para discutir medidas de apoio a Bolsonaro, mesmo após Motta confirmar a manutenção do recesso parlamentar. Em um comunicado, o presidente da Câmara optou por vetar votações e comissões durante esse período, decisão que foi amplamente contestada por muitos dos presentes no ato.
A insatisfação com o recesso foi palpável entre os congressistas, com líderes mencionando a necessidade urgente de discutir as repercussões dos recentes eventos que cercam Bolsonaro. A ação organizada por seus apoiadores reflete um clima de tensão e a urgência de mobilização entre os integrantes da direita, que se sente ameaçada pelas decisões judiciais recentes.
Embora o recesso continue intacto por agora, as articulações ocorrem rapidamente, com a oposição buscando formas de reverter a situação na Assembleia. A convocação de reuniões e moções de solidariedade demonstra que o debate em torno da defesa de Bolsonaro está longe de terminar.




