Da redação
As Nações Unidas passam por um período de transformações e, este ano, enfrentam uma mudança significativa: a eleição para o novo secretário-geral. António Guterres, atual secretário-geral e ex-primeiro-ministro de Portugal, encerra seu mandato de dez anos em 31 de dezembro, após dois períodos consecutivos no cargo máximo da organização.
Até 13 de março, cinco candidaturas foram apresentadas por Estados-membros para suceder Guterres, com três mulheres e dois homens indicados por sete países. Entre os nomes estão Rafael Mariano Grossi, da Argentina, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), e Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, apoiada por Brasil, Chile e México. Completam a lista Macky Sall, ex-presidente do Senegal, indicado pelo Burundi, Rebeca Grynspan, costarriquenha e líder da Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento, e Virginia Gamba, argentina indicada pelas Maldivas.
Tradicionalmente, o cargo segue uma rotação geográfica, favorecendo agora a América Latina e Caribe — região que só teve um secretário-geral até hoje, o peruano Javier Pérez de Cuellar (1982-1991). Desde sua criação em 1945, a ONU teve nove secretários-gerais, todos homens: quatro europeus, dois asiáticos, dois africanos e um latino-americano.
O processo de seleção, iniciado formalmente em 25 de novembro com carta conjunta da Assembleia Geral e do Conselho de Segurança, valoriza transparência e inclusão, conforme resoluções do órgão máximo. Os candidatos apresentam currículo, visão de trabalho e informações sobre financiamento de campanha, disponíveis na página oficial da ONU.
O primeiro debate entre os candidatos será realizado na sede da ONU na semana de 20 de abril, conforme anunciou a presidente da Assembleia Geral, Annalena Baerbock. O evento terá transmissão ao vivo pela internet, permitindo acompanhamento global do processo decisório.







