Da redação
A instalação da CPI para investigar os ministros do STF, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, proposta pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), segue incerta no Senado. Apesar de já contar com o número mínimo de assinaturas necessárias, a abertura da comissão depende da leitura do requerimento em plenário pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), mas ainda não há data prevista para o procedimento.
Vieira afirmou à reportagem que tenta agendar uma reunião com Alcolumbre para discutir o andamento da CPI. Segundo o senador, ainda não foi definido um horário para o encontro, mas ele espera que o diálogo ocorra até o fim desta terça-feira, 10.
Nos bastidores, parlamentares reconhecem obstáculos para o avanço da comissão. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), declarou ver pouca chance de uma CPI restrita a apenas dois ministros do Supremo ser instalada. Para Marinho, uma apuração mais ampla, focada no caso do Banco Master, teria mais viabilidade política. “Acho muito pouco provável que ocorra uma CPI só para investigar dois indivíduos”, afirmou ao PlatôBR.
Enquanto persiste a indefinição no Senado, a oposição na Câmara anunciou nova ofensiva. Deputados convocaram uma entrevista coletiva para a tarde desta terça-feira, em que apresentarão um mandado de segurança solicitando a instalação de uma CPMI sobre o Banco Master.
Além disso, a oposição na Câmara pretende defender o impeachment do ministro Alexandre de Moraes durante a coletiva.








