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CPI contra Moraes e Toffoli: senador consegue apoio e crise com STF sobe um degrau

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Da redação

O Senado retomou nesta semana a ofensiva para investigar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O foco é apurar, especificamente, a relação dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com o banco Master. Nesta segunda-feira, 9, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) conseguiu reunir mais do que as 27 assinaturas necessárias para pedir a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre os dois magistrados.

Até o início da tarde, nenhum senador do PT havia aderido ao pedido. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Planalto, apoiou o requerimento após o número mínimo de assinaturas já ter sido atingido por Vieira.

A iniciativa aumenta a pressão do Legislativo sobre o STF. Segundo Alessandro Vieira, ele tenta investigar ministros do Supremo desde o início de seu mandato, há sete anos. “A minha avaliação com relação à conduta de alguns ministros é a mesma desde 2019. Em 2019, eu tentei a CPI da Toga, que foi barrada no acordão”, disse ao PlatôBR. O senador avalia que as suspeitas sobre membros do tribunal “se agravaram ao longo dos anos”.

Para evitar questionamentos jurídicos, Vieira optou por delimitar o escopo da CPI. “A gente estabelece um fato extremamente delimitado, a relação dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com esse grupo criminoso, sem fazer condenação prévia de ninguém, mas buscando uma apuração séria e transparente”, afirmou.

Com o apoio mínimo reunido, o próximo passo é negociar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), responsável por conduzir a possível criação da CPI. Vieira disse esperar que a comissão seja instalada sem necessidade de judicialização, destacando que a Constituição garante às minorias o direito de instaurar CPIs.