Da redação do Conectado ao Poder

Com a presença do empresário Adauto Lúcio Mesquita na última oitiva da CPI, ocorrida nesta quinta-feira (4), membros criticaram a forma que os depoentes estão sendo tratados por alguns parlamentares durante as reuniões.
O deputado distrital Thiago Manzoni (PL) critica o motivo de terem chamado o empresário Adauto para depor ao afirmar que existe uma espécie de premissa que foi pré-estabelecida, na qual as pessoas que estiveram na manifestação em frente ao Quartel General são as causadoras dos atos do dia 8 de janeiro, “mas esta premissa é falsa!”, pontua.
Manzoni declarou: “Não podemos estabelecer esta ideia de que as pessoas que estavam naquela manifestação do QG, como é o caso do nosso interrogado de hoje, deram causa aos atos de vandalismo na Praça dos Três Poderes, porque isso não é verdade”, finaliza.
A distrital Paula Belmonte (Cidadania) concordou com o pronunciamento do distrital Manzoni afirmando que, no lugar do empresário, deveriam estar os “verdadeiros vândalos” e não um cidadão que “estava doando alimento às pessoas do QG”. Além disso, ela pontuou que não se deve pôr medo na população de se manifestar. “Como representante da sociedade, eu convoco todo brasileiro para que a gente ame mais o Brasil e preserve a nossa liberdade”, diz.
Já o deputado distrital Daniel de Castro (PP) manifestou dizendo que, a narrativa de chamar de “terroristas” os empresários que fizeram qualquer tipo de doação ou patrocínio precisa ser mudada.
“Não entendo porque esses empresários possam ser enquadrados como se fora patrocinar um terrorismo nesta nação. Precisamos mudar esta narrativa, porque uma pessoa que é convocada, intimada ou convidada a vir a esta Casa deve partir do princípio da inocência e não da condenação”, pontua.







