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CPI do Crime Organizado foca no caso Master após fim da CPMI do INSS


Da redação

Com o fim da CPMI do INSS, as investigações sobre o Banco Master passaram a ser centralizadas na CPI do Crime Organizado, no Senado Federal. Na terça-feira (31/3), o colegiado aprovou a convocação dos ex-governadores Ibaneis Rocha (MDB-DF) e Cláudio Castro (PL-RJ), além da quebra de sigilo de pessoas e empresas ligadas a Daniel Vorcaro.

Durante a CPMI do INSS, presidida por Carlos Viana (Podemos-MG), as suspeitas de descontos irregulares em benefícios do INSS perderam força. Embora a convocação de Vorcaro tenha sido aprovada no ano anterior, após a primeira prisão do banqueiro, ele não foi ouvido pela comissão. Dados sigilosos sobre Vorcaro chegaram a ser armazenados numa sala-cofre do Senado, mas o acesso foi interditado por decisão do ministro André Mendonça, do STF, após suspeitas de vazamento de informações.

O relatório final da CPMI, apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), recomendava o indiciamento de Vorcaro e do ex-diretor do Master, Augusto Lima, mas o parecer foi rejeitado e a comissão terminou, no sábado (28/3), sem conclusão.

Agora, a CPI do Crime Organizado, presidida por Fabiano Contarato (PT-ES) e relatada por Alessandro Vieira (MDB-SE), concentra esforços no Caso Master. Vieira afirmou ao Metrópoles que o relatório final, a ser apresentado até 14 de abril, trará um capítulo dedicado ao banco e irá detalhar sua atuação como “canal de lavagem de dinheiro e cooptação de agentes públicos”.

Além das convocações, foi aprovada a quebra de sigilo de Fabiano Campos Zettel, cunhado e sócio de Vorcaro, e a requisição de informações sobre voos de jatinhos. As medidas visam esclarecer transações entre o BRB e o Banco Master, além de investimentos do Rioprevidência, estimados em quase R$ 1 bilhão, em títulos de alto risco da instituição.