Da redação
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado recorreu nesta quinta-feira, 5, ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, para tentar reverter uma decisão judicial que suspendeu a quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático da empresa Maridt Participações S.A.
A decisão contestada foi tomada pelo ministro Gilmar Mendes, que interrompeu a medida aprovada anteriormente pela comissão parlamentar. Em resposta, a CPI formalizou dois pedidos junto ao Supremo Tribunal Federal.
O primeiro pedido solicita a suspensão imediata da decisão de Gilmar Mendes. Já o segundo requer que o caso seja examinado no plenário do STF, de forma a garantir julgamento colegiado da questão envolvendo os sigilos da empresa investigada.
A quebra de sigilo da Maridt Participações S.A. foi uma das ações aprovadas pela CPI como parte das investigações sobre o crime organizado. A medida, no entanto, ficou suspensa após a intervenção do ministro do Supremo.
Agora, a expectativa da CPI é que o presidente Edson Fachin possa reverter a decisão para permitir o avanço das investigações. Até o momento, não há previsão para o Supremo apreciar os pedidos protocolados.






