Da redação
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou durante o intervalo da última reunião do colegiado nesta sexta-feira (27) que a votação do relatório final deve ocorrer ainda nesta noite ou no início da madrugada de sábado (28). O relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), finaliza a leitura do relatório, após o que será concedida uma hora de vista para análise dos parlamentares e abertura do debate.
Viana destacou que seu objetivo é concluir a votação rapidamente para entregar “uma investigação transparente, séria e correta ao país”. Ele afirmou que o documento elaborado por Gaspar é robusto, detalhado e esclarece “todas as questões de indiciamento”, o que, segundo ele, “facilita o trabalho da justiça” e acompanha as investigações da Polícia Federal.
O senador reforçou que seria negativo para o país se o relatório fosse rejeitado. Segundo Viana, “não haverá impunidade” e que todos os envolvidos no suposto esquema fraudulento “serão levados às barras da Justiça”.
A reunião da CPMI teve início às 9h44 desta sexta-feira. O relator Alfredo Gaspar afirmou que os indiciamentos propostos se baseiam na identificação de uma “vasta e sofisticada estrutura criminosa voltada para fraudes sistêmicas contra aposentados e pensionistas”, via descontos associativos não autorizados e fraudulentos.
Entre os 216 pedidos de indiciamento no relatório de Gaspar estão Antonio Carlos Camilo Antunes (Careca do INSS), Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), Ahmed Mohamad Oliveira (ex-ministro), Carlos Lupi (ex-ministro), parlamentares, ex-dirigentes e empresários. Os crimes atribuídos incluem organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção, estelionato majorado, entre outros.
(Fonte: Agência Senado)





