Da redação
A CPMI do INSS retoma os depoimentos na próxima quinta-feira (5), às 9h, com a previsão de ouvir o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master; o empresário Maurício Camisotti, e o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior. Inicialmente, o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), havia anunciado também a presença do presidente do BMG, Luiz Félix Cardamone Neto, mas este estará em viagem até 21 de fevereiro e deve depor no dia 25.
Segundo Viana, a oitiva de Vorcaro depende de autorização do ministro do STF, Dias Toffoli, já que o banqueiro cumpre medida restritiva. Vorcaro terá de explicar como o Banco Master manteve 250 mil contratos de empréstimos consignados suspensos pelo INSS por falta de documentação comprovando a autorização dos aposentados. “Ele terá de nos explicar, e é bom que comece a dar explicações ao povo brasileiro sobre como conseguiu esses contratos, de quem adquiriu”, afirmou o senador.
Em relação a Maurício Camisotti, empresário do grupo Total Health, Viana destacou que ele recebeu habeas corpus do STF garantindo sua ausência caso desejasse, decisão que a comissão está recorrendo. Camisotti é apontado como sócio oculto da Ambec, entidade que arrecadou R$ 178 milhões de aposentados entre 2019 e 2024 por meio de descontos indevidos. Empresas ligadas a Camisotti, como a Benfix, segundo a Polícia Federal, teriam usado recursos dessas associações em operações de lavagem de dinheiro.
O presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, deve detalhar as medidas tomadas para suspensão de contratos e afastamento de servidores, além de explicar os controles internos adotados para coibir fraudes em empréstimos consignados. “O presidente do INSS tem explicações muito importantes a nos dar”, pontuou Viana.
A CPMI ainda tem 13 reuniões restantes e pretende solicitar ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, prorrogação por mais 60 dias para analisar documentos e ouvir os mais de 200 convocados. As informações são da Agência Senado.





