Da redação
A rede pública de assistência social do Distrito Federal atendeu 205.337 famílias nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) em 2025, conforme balanço divulgado pela Secretaria de Desenvolvimento Social do DF. Atualmente, 32 unidades funcionam no território, com expansão para Sol Nascente, Recanto das Emas, Porto Rico e Itapoã Parque.
Desde 2019, novas unidades foram inauguradas nesses locais, além da adoção do Cras Móvel, criado para alcançar áreas rurais, assentamentos e regiões de difícil acesso. Segundo a Secretaria, esses equipamentos beneficiaram diretamente 30.369 famílias, totalizando 214.182 pessoas atendidas e uma média mensal de cerca de 17,8 mil usuários em toda a rede.
A secretária de Desenvolvimento Social, Giselle Ferreira, declarou que a ampliação das unidades buscou atender ao aumento da demanda por proteção social, ainda impulsionada pelos efeitos econômicos e sociais da pandemia. Ela destacou que o objetivo é suprir as necessidades das famílias em situação de vulnerabilidade.
Os atendimentos cresceram de forma significativa nos últimos anos. Em 2017, o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (Paif) realizou 58.871 atendimentos, enquanto em 2025 esse número chegou a 472.629. Os atendimentos individualizados também cresceram, somando 472.629 em 2025 ante 120.363 em 2019, conforme dados da Sedes-DF.
A Secretaria relaciona esse aumento à elevação do desemprego, insegurança alimentar, perda de renda e maior busca por orientação sobre serviços socioassistenciais. O Programa Prato Cheio, o Bolsa Família e benefícios eventuais estão entre as principais demandas dos usuários do Cras, que é considerado a porta de entrada da assistência social.
O Cadastro Único também registrou alta no DF: de 170.094 famílias cadastradas em dezembro de 2019, alcançou 429.881 em abril de 2026, das quais 281.142 têm renda per capita de até meio salário mínimo. Estão previstas novas unidades para este ano, como Cras Pôr do Sol, Cras Ceilândia QNN 12 e Cras Ceilândia Norte EQNO 12/14.





