Da redação
O Ministério da Fazenda prevê que instituições financeiras poderão apresentar até R$ 90 bilhões em dívidas antigas para renegociação na primeira etapa do Desenrola 3.0, disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan. O edital habilitará bancos e fundos interessados em vender carteiras à União.
Os credores terão cinco dias úteis para informar o volume de débitos que pretendem oferecer, distribuído por faixa de renda. A chamada mede o interesse das instituições, não abre renegociação aos consumidores. “Nosso foco são faixas de renda menores”, afirmou Durigan.
Com deságio mínimo de 90%, a compra de todo o volume estimado custaria no máximo R$ 9 bilhões. O governo não necessariamente adquirirá todas as carteiras e poderá exigir descontos maiores, a depender das ofertas e da disputa.
Criado por medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o programa abrange dívidas de até R$ 10 mil, atrasadas entre 720 e 1.645 dias, de cartão de crédito ou crédito pessoal sem consignação. A estimativa inicial era de R$ 150 bilhões.




