Cresce apoio para que Bolsonaro abra mão da candidatura à presidência

Da redação do Conectado ao Poder

A divisão entre os eleitores bolsonaristas aumenta, com 52% desejando que ele mantenha a candidatura.

Uma pesquisa realizada pela Genial/Quaest, divulgada recentemente, revela que o apoio à candidatura de Jair Bolsonaro a presidente em 2026 está enfraquecendo. No levantamento, realizado entre os dias 12 e 14 de setembro, 76% dos entrevistados afirmaram que o ex-presidente deveria abrir mão de sua candidatura e apoiar outro nome. Este número representa um aumento significativo em relação aos 65% do mês passado.

A pesquisa também aponta que a proporção de eleitores que desejam que Bolsonaro mantenha sua candidatura caiu de 26% para apenas 19%. O levantamento foi realizado um dia após a condenação do ex-presidente a mais de 27 anos de prisão por sua participação em atos golpistas.

Dentro do eleitorado que tradicionalmente apoia Bolsonaro, a divisão é evidente: 52% desejam que ele siga em frente com sua candidatura, enquanto 46% acreditam que ele deve renunciar a essa busca. Em agosto, essa diferença era mais favorável à candidatura de Bolsonaro, com 66% a 31% dos entrevistados apoiando sua permanência.

Quando perguntados sobre quem deveria suceder Bolsonaro, o próprio ex-presidente foi o mais mencionado, com 19% dos votos. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ficou em segundo lugar, com 15%, seguido por Ratinho Júnior, governador do Paraná, com 9%. Outros nomes, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a figura política Eduardo Leite, também foram citados, mas com porcentagens muito menores.

A pesquisa também abordou a possibilidade de Luiz Inácio Lula da Silva não se candidatar à reeleição. Para 59% dos entrevistados, o atual presidente não deveria buscar uma nova candidatura, com apenas 39% dizendo que ele deveria concorrer novamente. Essa questão reflete uma crescente insatisfação na política brasileira e um desejo de renovação por parte dos eleitores.

No que diz respeito ao cenário político atual, a pesquisa retrata um crescente medo entre a população. Para 49% dos entrevistados, a volta de Bolsonaro é a maior preocupação, enquanto 41% temem a continuidade de um governo petista.

Esse contexto de incertezas políticas e mudanças de opinião no eleitorado reflete um clima tenso e instável à medida que se aproxima a eleição de 2026, despertando questionamentos sobre as futuras direções do país.