Da redação
Desde os primeiros trailers, Crimson Desert, novo jogo da Pearl Abyss, criadora de Black Desert Online, gerou grandes expectativas por seu escopo ambicioso. O título promete ser um jogo de ação e aventura com mundo expansivo e variado, incorporando múltiplos sistemas e mecânicas. Contudo, apesar de cumprir essas promessas em quantidade, a execução resulta em um produto obtuso, prejudicando a coesão da experiência.
A narrativa acompanha Kliff, membro do clã dos Greymanes, que sobrevive a um ataque rival e parte para reerguer seu grupo enquanto enfrenta uma ameaça misteriosa. Apesar de objetivos claros inicialmente, o enredo de Crimson Desert se perde em reviravoltas abruptas e mistura de temas — de festas em reinos vizinhos a fendas dimensionais e vilões enigmáticos — que não dialogam bem entre si, tornando a progressão truncada.
No gameplay, um dos pontos altos do título, a extensa árvore de habilidades oferece opções diversas e interessantes, sendo aprofundadas à medida que o jogador explora o mundo e coleta relíquias para evoluir skills. No entanto, a variedade de comandos e a falta de coesão entre habilidades e desafios dificultam a plena utilização das mecânicas, gerando frustração, principalmente em combates contra chefes e multidões de inimigos.
A sensação de recompensa lenta também desanima: após 25 horas de jogo, por exemplo, um escudo superior ao inicial só aparece tardiamente, dando a impressão de progresso irregular. Além disso, as múltiplas atividades, como pesca, mineração e crafting, perdem o foco pela ausência de recompensas satisfatórias e parecem meramente preencher o mundo.
Apesar dos problemas, Crimson Desert impressiona pela performance estável em PCs medianos e pela ambientação viva reminiscentes de Red Dead Redemption 2. Seu maior mérito está nas ilhas do Abyss, com desafios recompensadores. No fim, o jogo encanta pelo tamanho e imersão, mas deixa a desejar ao equilibrar quantidade e qualidade de conteúdo.







