Da redação
A B22, criptomoeda promovida com pedidos de voto em Flávio Bolsonaro (PL), registrou queda de 86% em relação ao pico uma semana após o lançamento, conforme os responsáveis anunciaram o encerramento das operações. Em vídeo publicado no site do projeto, eles admitiram ter associado a iniciativa à política para obter visibilidade e pediram desculpas ao público.
Segundo os organizadores, o projeto oferecia moedas digitais a quem compartilhasse conteúdos favoráveis ao candidato do PL. A divulgação envolveu o grupo Hypers Kids Africa, formado por crianças e jovens de Uganda, que apareciam em vídeos pedindo votos para Flávio em troca da promessa de financiamento de uma casa.
Após as denúncias, a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou o Tribunal Superior Eleitoral. A defesa de Flávio negou qualquer vínculo com a iniciativa e anunciou medidas judiciais. A ministra Estela Aranha determinou a retirada do site e a suspensão das recompensas, apontando indícios de remuneração por propaganda eleitoral. O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva também abriu investigação sobre o caso, dando cinco dias para manifestação dos envolvidos.
O grupo Hypers Kids Africa informou que devolveria os 120 milhões de B22 recebidos e se desculpou ao público brasileiro, afirmando não querer envolvimento partidário. Em mensagens de WhatsApp, Kevim Flores, um dos principais divulgadores do projeto, pressionou participantes a manter a cotação da moeda e sugeriu suspender o discurso político após repercussões negativas.




