Da redação
A crise no sistema de saúde pública em Pernambuco tornou-se o principal tema da pré-campanha para a reeleição da governadora Raquel Lyra, do PSD, que enfrenta como adversário o ex-prefeito de Recife, João Campos, também do PSD. A situação ganhou destaque nesta semana, após denúncias envolvendo superlotação e cortes no setor.
O deputado estadual Sileno Guedes, do PSB, aliado de Campos e presidente da comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Pernambuco, divulgou imagens que mostram o cenário em hospitais públicos e encaminhou um pedido de investigação ao Tribunal de Contas do Estado e ao Ministério Público. Segundo Guedes, houve queda nos investimentos e redução de vagas no atendimento.
Guedes afirma que a comissão parlamentar identificou, desde 2023, a retirada de cerca de R$ 1,5 bilhão dos recursos anteriormente destinados à saúde estadual. “O colapso da saúde pública não é uma questão pontual. Ele afeta o sistema como um todo”, declarou o deputado. As imagens teriam sido recolhidas em blitzes nas emergências hospitalares.
De acordo com Guedes, as visitas revelaram superlotação, precarização estrutural e sobrecarga nas equipes médicas. O parlamentar também é candidato à reeleição e afirmou que a situação teria provocado dificuldades generalizadas em todo o sistema estadual de saúde.
A governadora Raquel Lyra foi procurada, mas optou por não se manifestar. Em nota, a Secretaria de Saúde informou que Pernambuco vive atualmente “a maior série histórica de aplicação de recursos na saúde recente” e declarou que, entre 2022 e 2025, o orçamento do setor saltou de R$ 8,67 bilhões para R$ 11,42 bilhões.
A Secretaria de Saúde informou ainda que em 2025 foram aplicados 15,75% das receitas próprias na área, percentual superior ao exigido pela Constituição, assegurando que não houve redução de leitos permanentes desde 2023. A disputa pelo tema na pré-campanha ocorre em meio à preocupação da população com os serviços hospitalares.






