Da redação
Cuba anunciou nesta quinta-feira (12) que irá libertar antecipadamente 51 presos nos próximos dias, em um gesto de “boa vontade” com o Vaticano, conforme nota divulgada pela chancelaria do país. O anúncio ocorre em meio à crescente tensão entre Havana e Washington.
Segundo o comunicado, o Vaticano atua como mediador e canal de diálogo entre Cuba e Estados Unidos, tendo desempenhado papel fundamental no restabelecimento das relações diplomáticas dos dois países em 2015. “No espírito de boa vontade, de relações fluidas e estreitas entre o Estado cubano e o Vaticano, Cuba decidiu libertar nos próximos dias 51 pessoas condenadas à privação de liberdade”, afirma o texto.
O governo cubano não revelou os nomes dos beneficiados nem os crimes pelos quais foram condenados. Informou, porém, que os presos contemplados já cumpriram “uma parte significativa da pena” e apresentaram “boa conduta na prisão”.
As autoridades sublinharam que a medida é uma “decisão soberana” e integra uma prática comum no país. De acordo com o governo, Cuba já concedeu indultos a 9.905 prisioneiros em quase 30 anos.
No ano passado, em acordo com o Vaticano, 553 prisioneiros foram libertados após o então presidente Joe Biden retirar Cuba da lista americana de “Estados patrocinadores do terrorismo”. A decisão, no entanto, foi revertida dias depois pelo sucessor, Donald Trump.
© Agence France-Presse








