Da redação
Cuba realizou uma reunião do seu Conselho de Defesa Nacional neste sábado (17) para avaliar a preparação militar do país em caso de guerra, em meio ao aumento da tensão com os Estados Unidos. O encontro foi divulgado em comunicado oficial pela imprensa estatal neste domingo (18).
Segundo o texto, o objetivo da reunião foi “incrementar e aperfeiçoar o nível de preparação e coesão dos órgãos de direção e do pessoal”. O Conselho analisou e aprovou planos e medidas para a passagem do país ao Estado de Guerra, sem fornecer mais detalhes.
A atividade fez parte da estratégia chamada pelas autoridades de “Guerra de todo o Povo”, que prevê a mobilização de civis em caso de confronto armado. A reunião ocorreu no “Dia Nacional da Defesa”, data em que, de acordo com a agência Prensa Latina, forças populares recebem treinamento regular para enfrentar agressões.
Esta é a primeira reunião do Conselho divulgada desde 3 de janeiro, quando uma operação militar dos Estados Unidos em Caracas resultou na captura do então presidente venezuelano Nicolás Maduro, aliado de Cuba. Na ocasião, 32 soldados cubanos morreram, alguns deles da equipe de segurança de Maduro.
O Conselho é liderado por Miguel Díaz-Canel, e o comunicado informa que o líder Raúl Castro, de 94 anos, acompanhou a atividade, que classificou como eficiente. Dias antes, Díaz-Canel negou haver negociações em curso com Washington, contrariando declarações do presidente americano Donald Trump, que endureceu ameaças após a ação em Caracas.






