Da redação
O governo cubano denunciou nesta quarta-feira (25) que uma lancha com matrícula americana interceptada em águas territoriais da ilha transportava pessoas armadas com a intenção de realizar uma infiltração “com fins terroristas” a partir dos Estados Unidos. Segundo o Ministério do Interior cubano, quatro ocupantes da embarcação morreram e outros seis ficaram feridos durante uma troca de tiros com guardas fronteiriços.
De acordo com comunicado oficial, a lancha rápida neutralizada, registrada na Flórida como FL7726SH, transportava dez pessoas armadas. “Tinham intenções de realizar uma infiltração com fins terroristas, segundo declarações preliminares dos detidos”, afirmou a nota. Foram apreendidos fuzis de assalto, armas curtas, artefatos explosivos de fabricação artesanal, coletes à prova de balas, miras telescópicas e uniformes de camuflagem.
O Ministério do Interior informou ainda que todos os envolvidos são cubanos residentes nos Estados Unidos, a maioria com histórico conhecido de atividade delitiva e violenta. Os nomes dos seis feridos e de um dos mortos foram divulgados. Dois dos ocupantes figuram na lista de pessoas investigadas por envolvimento na promoção, organização e financiamento de atos de terrorismo em Cuba ou outros países.
Além disso, as autoridades cubanas detiveram outro cubano que havia viajado antes dos Estados Unidos à ilha para facilitar a operação, e que confessou “suas ações”.
O episódio ocorre em meio ao aumento das tensões entre Cuba e Estados Unidos, agravadas após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças americanas em janeiro e a interrupção do envio de petróleo a Cuba por Caracas, sob pressão de Washington.






