Da redação
A Organização das Nações Unidas (ONU) atualizou o Plano de Ação para enfrentar o impacto humanitário da crise de combustíveis em Cuba e os efeitos do Furacão Melissa. Desde janeiro, o país enfrenta severa redução na capacidade de importação de combustível, afetando serviços essenciais como saúde, educação, saneamento, alimentação e abastecimento de água.
Segundo o Escritório da ONU de Assistência Humanitária (Ocha), as operações humanitárias estão limitadas e agora exigem US$ 94 milhões para atender 2 milhões de pessoas, cerca de um quinto da população da ilha. Até o momento, US$ 26 milhões foram recebidos, restando um déficit de US$ 68 milhões. O plano atualizado cobre quase metade das províncias cubanas, priorizando ações diante das restrições operacionais atuais.
A prioridade é garantir a manutenção dos serviços essenciais e a continuidade das cadeias de suprimentos, incluindo saúde, água, saneamento, segurança alimentar, educação, habitação e proteção. O plano também prevê apoiar setores essenciais com fontes alternativas de energia para manter os serviços funcionais, sendo o acesso ao combustível a principal prioridade operacional.
Em declaração, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, reforçou que “a saúde deve ser protegida a todo custo e nunca ficar à mercê da geopolítica, de bloqueios energéticos e de cortes de energia”. Mais de 80% dos equipamentos de bombeamento de água em Cuba dependem de eletricidade, agravando a situação.
Hospitais enfrentam dificuldades para manter emergências e unidades de terapia intensiva, com relatos de cirurgias adiadas e riscos a pacientes devido à falta de eletricidade para operar equipamentos e preservar vacinas. A OMS elogiou os esforços de Cuba, mas reiterou a necessidade de apoio internacional para manter os serviços vitais e evitar que a população fique vulnerável diante da instabilidade energética.





