
Da redação do Conectado ao Poder
Deputado distrital também condenou o uso de bonecas reborn em hospitais e afirmou ser alvo de processos por defender famílias tradicionais

O deputado distrital Pastor Daniel de Castro (PP) participou nesta semana do programa “Rota Atividade”, na rádio Atividade FM (107,1), e fez duras críticas ao sistema judiciário, às mudanças de valores na sociedade e às tentativas de descontinuar o modelo de escolas cívico-militares. Durante a entrevista, conduzida pelo jornalista Sandro Gianelli, o parlamentar abordou temas ligados à educação, liberdade de expressão, religião e saúde mental.
Um dos pontos que mais geraram polêmica foi a crítica ao uso de bonecas reborn, réplicas hiper-realistas de bebês, em atendimentos médicos. “Estou acompanhando isso e já tomei providência. Fiz um projeto de lei para proibir que essas bonecas sejam levadas a hospitais. Isso é um alerta. Isso é doença mental. Uma pessoa que leva uma boneca de silicone para um atendimento médico precisa ser encaminhada ao atendimento psicológico. Isso não é normal”, declarou o deputado.
Ao comentar a recomendação da ONU pelo fim das escolas cívico-militares no Brasil, Daniel de Castro reagiu com críticas à organização internacional. “A recomendação da ONU hoje é porcaria. Nada. Não tem moral. Perdeu a moral”, afirmou.
Segundo ele, o modelo implantado desde 2019 apresenta resultados positivos. “Teve redução de 82% na violência física, 75% na violência verbal e 80% na evasão escolar. O ambiente escolar melhorou 85%”, disse, defendendo que o respeito à disciplina e à hierarquia melhora o desempenho dos alunos. O deputado relatou ainda que em uma unidade visitada por ele, o número de alunos premiados por desempenho saltou de 35 para 150 entre o primeiro e o último bimestre.
Daniel de Castro criticou decisões recentes da Justiça, que segundo ele favorecem criminosos enquanto penalizam cidadãos comuns. Ele citou como exemplo o caso de uma mulher condenada a 14 anos de prisão por furtar um batom e comparou com a soltura de pessoas presas com grandes quantidades de drogas. “Nós precisamos revisitar o ordenamento jurídico. O problema é que o cidadão de bem é quem está sendo punido”, afirmou.
O deputado defendeu a redução da maioridade penal. “Se eu fosse deputado federal, talvez essa seria minha pauta única. Não dá mais. Adolescente que atira, que mata, sabe o que está fazendo”, declarou, ao comentar o caso de um menor envolvido em um tiroteio que deixou mortos na Ceilândia.
Durante a entrevista, Daniel de Castro também comentou os processos que responde em razão de suas declarações públicas. Segundo ele, as acusações estão ligadas à sua defesa de valores cristãos e da estrutura familiar tradicional. “Estou respondendo a três processos por defender as famílias tradicionais e a laicidade do Estado, que a esquerda diz defender, mas só quando convém. Quando se trata de religião cristã ou evangélica, somos atacados. Mas, quando envolve religiões de matriz africana, o tratamento é diferente. Tentei defender e acabei passando de denunciante a denunciado”, afirmou.
Para o deputado, há uma tentativa de censura contra opiniões conservadoras. “Hoje somos criminalizados pelas nossas falas. Mas eu não tenho medo de prisão. Não sou bandido. Vou continuar denunciando e falando a verdade”, concluiu.




