Da redação
O senador Magno Malta (PL-ES) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (30), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que impediu a prorrogação da CPMI do INSS. A comissão investigava o esquema de descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas.
Segundo Malta, a atuação do Supremo influenciou negativamente o andamento da comissão e limitou o avanço das investigações. Para ele, a decisão de não permitir a prorrogação dos trabalhos foi de natureza política e não contou com esforço da Câmara e do Senado para assegurar a continuidade da CPMI.
“O povo do Brasil sabe quem está blindado, quem foi blindado. Os estados sabem quem blindou, os senadores, os deputados”, afirmou o senador. Ele destacou ainda que a CPMI foi “parada com uma força letal envolvendo os Poderes”, apontando que todos estariam “na mesma lama” e classificando a decisão como “covarde” em relação ao estatuto da comissão.
Apesar do encerramento, Magno Malta ressaltou que as investigações conseguiram revelar os nomes dos envolvidos nas irregularidades. Segundo o parlamentar, isso permitiu que a população tivesse conhecimento dos fatos apurados pela comissão.
As declarações de Magno Malta foram feitas em discurso no Plenário e reproduzidas pela Agência Senado, que autoriza a reprodução mediante citação.





