Por Alex Blau Blau
Fala com teor ofensivo sobre brasileiras provoca críticas e amplia debate sobre xenofobia
Uma entrevista concedida pelo empresário e diplomata Paolo Zampolli provocou forte reação após declarações consideradas ofensivas contra mulheres brasileiras. Durante participação em um programa da emissora italiana RAI, ele afirmou que brasileiras seriam “programadas para arrumar confusão” e utilizou termos depreciativos ao se referir a elas.
As falas ocorreram enquanto comentava o relacionamento com a ex-esposa, a ex-modelo Amanda Ungaro, com quem foi casado por quase duas décadas. Ao abordar o tema, o conselheiro fez generalizações e ampliou os ataques, associando comportamentos individuais a mulheres brasileiras de forma ampla.
A entrevista também trouxe questionamentos do próprio jornalista sobre o teor das declarações, incluindo a sugestão de que o comentário poderia indicar uma visão preconceituosa. Ainda assim, Paolo Zampolli manteve o tom das críticas e voltou a utilizar expressões ofensivas.
O episódio ganhou repercussão nas redes sociais e intensificou discussões sobre xenofobia e discurso discriminatório. O caso também chamou atenção por envolver uma figura próxima ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de quem Zampolli é aliado de longa data.
Além das declarações, o histórico da relação com Amanda Ungaro também foi mencionado. A brasileira já fez acusações públicas contra o ex-marido, incluindo alegações de violência e abuso, enquanto ele nega envolvimento em episódios relacionados à deportação dela ocorrida anteriormente.
A repercussão do caso amplia o debate sobre responsabilidade de figuras públicas em declarações internacionais e reforça a pressão por posicionamentos diante de falas consideradas discriminatórias.






