Da redação do Conectado ao Poder
O presidente da Câmara, Hugo Motta, surpreende ao pautar a derrubada do decreto do IOF com repercussão direta no governo.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se defendeu nesta quarta-feira após ser responsabilizado por integrantes do Palácio do Planalto pela votação que resultou na derrubada do decreto do IOF na Câmara dos Deputados. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou a votação surpreendentemente na noite anterior, levando tanto a situação governamental como a oposição ao espanto.
A decisão de Motta foi considerada inesperada por autoridades da Secretaria de Relações Institucionais, que suspeitaram que ela pudesse estar relacionada a uma entrevista de Haddad à TV Record, onde o ministro criticou um projeto que propõe o aumento do número de deputados de 513 para 531. Haddad mencionou que “nenhum aumento de gasto é bem-vindo” e sugeriu que novos gastos não deveriam ser contratados com a Selic a 15% ao ano.
Sobre as acusações, Haddad reagiu afirmando que a ligação entre sua declaração na entrevista e a decisão de Motta “não faz sentido” e reiterou que seus comentários focaram na ineficácia de aumentar despesas em um cenário econômico desafiador. Enquanto isso, a assessoria da ministra Gleisi Hoffman, que lidera a pasta das Relações Institucionais, também desautorizou as afirmações atribuídas a membros do ministério que tentaram culpar Haddad.
O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira, reforçou que os comentários atribuídos a integrantes do Planalto não deveriam ser considerados uma posição oficial do governo. Em comunicações via WhatsApp, Motta indicou não ter preocupação em pautar a retirada do decreto, uma vez que o texto havia sido amplamente discutido e assim não pegaria ninguém de surpresa.





