Da redação do Conectado ao Poder
Advogado reforça confiança na inocência do ex-governador em investigações sobre desvios no banco
A defesa do ex-governador Ibaneis Rocha afirmou neste domingo (3/5), em Brasília, que não há preocupação com uma eventual delação premiada do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. Segundo o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, Ibaneis “espera com tranquilidade” os desdobramentos porque teria concedido autonomia total à gestão do BRB.
O posicionamento ocorreu após informações de que a proposta de delação de Costa poderia citar nomes de figuras políticas como Ibaneis Rocha, a atual governadora do Distrito Federal, Celina Leão, um ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) e deputados distritais. A delação, segundo apuração, referiria-se a investigações sobre possíveis fraudes no BRB.
De acordo com Kakay, Ibaneis “não teve qualquer participação em fraudes envolvendo o banco”, reforçando que sua atuação se limitava à concessão de autonomia aos gestores da instituição. O advogado prestou essa declaração após publicação, na imprensa nacional, de rumores envolvendo o nome de seu cliente em supostas irregularidades.
Ibaneis Rocha já admitiu ter se encontrado com o ex-presidente do BRB “em algumas oportunidades”, mas negou ter discutido negociações relacionadas ao banco. A defesa destacou que não há fatos concretos que vinculem o ex-governador às acusações investigadas, reafirmando a tranquilidade perante o andamento do caso.
A governadora Celina Leão também comentou o tema em vídeo publicado em suas redes sociais, afirmando ter “preocupação zero” com a possibilidade de ser citada na delação. Ela ressaltou, na gravação, que não possui afinidade com o ex-dirigente do banco e negou qualquer envolvimento com operações do BRB.
Celina também afirmou que comunicou a Paulo Henrique Costa, há cerca de um ano e meio, que ele não permaneceria no cargo durante sua administração. Com isso, destacou não acreditar que seu nome será mencionado na colaboração, indicando ausência de proximidade ou de envolvimento nas negociações discutidas nas investigações.







