Da redação
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou, na terça-feira, 23, um pedido para prorrogar a prisão domiciliar humanitária concedida a ele pelo Supremo Tribunal Federal. Bolsonaro está sob esta medida após condenação a 23 anos e sete meses de detenção devido à participação em uma trama golpista.
O prazo de 90 dias para o cumprimento da pena em regime domiciliar foi estabelecido pelo ministro Alexandre de Moraes. Segundo registros do caso, a defesa recorreu antes do término desse período, solicitando a extensão da medida baseada em fundamentos humanitários.
O pedido destaca que, com o fim iminente dos 90 dias, seria necessário garantir a continuidade do benefício enquanto tramitam recursos apresentados ao STF. A defesa alega que a situação de saúde e condições pessoais do ex-presidente justificam a manutenção da prisão domiciliar.
Alexandre de Moraes determinou anteriormente o monitoramento eletrônico de Bolsonaro durante o regime domiciliar, exigindo relatórios periódicos sobre o cumprimento das condições impostas. A decisão prevê controle rígido do deslocamento e visitações autorizadas.
A condenação de Jair Bolsonaro a 23 anos e sete meses está relacionada a investigações sobre uma suposta trama golpista. O processo permanece em andamento no âmbito do Supremo Tribunal Federal, enquanto a defesa busca alternativas jurídicas para o ex-presidente.
A prisão domiciliar humanitária foi concedida após apresentação de laudos médicos e relatórios sociais. O prazo inicial de 90 dias estava previsto para se encerrar nesta semana, demandando novo posicionamento da Corte quanto à extensão do benefício requerido pela equipe jurídica de Bolsonaro.





