Por Alex Blau Blau
Advogados alegam que condições de saúde do ex presidente exigem acompanhamento médico permanente e monitoramento contínuo
A proximidade do fim da prisão domiciliar concedida por razões de saúde ao ex presidente Jair Bolsonaro levou sua defesa a recorrer novamente ao Supremo Tribunal Federal. Os advogados pediram a extensão da medida por mais três meses, argumentando que o quadro clínico do ex chefe do Executivo continua exigindo cuidados médicos especializados.
O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes e busca manter as condições atualmente vigentes após o encerramento do prazo estabelecido anteriormente. Segundo a defesa, os problemas de saúde que motivaram a concessão da prisão domiciliar permanecem presentes e demandam atenção constante de profissionais da área médica.
Para reforçar a solicitação, os advogados anexaram um relatório médico recente apontando que, embora Bolsonaro apresente estabilidade clínica, essa condição estaria diretamente ligada ao tratamento contínuo, ao acompanhamento multidisciplinar e ao controle rigoroso das enfermidades já diagnosticadas.
De acordo com a argumentação apresentada ao Supremo, o ex presidente segue utilizando medicamentos de uso permanente e necessita de avaliações frequentes para monitorar possíveis efeitos relacionados ao tratamento. A defesa também sustenta que todas as determinações impostas pela Justiça durante o período de prisão domiciliar foram cumpridas integralmente.
A medida humanitária foi concedida após a recuperação de um quadro de broncopneumonia que levou Bolsonaro a permanecer internado em Brasília. Desde então, ele passou a cumprir a pena em sua residência sob condições determinadas pela Justiça.
Com o término do prazo previsto para esta semana, caberá agora ao Supremo decidir se a prisão domiciliar será prorrogada ou se o ex presidente retornará ao sistema prisional. Para embasar a decisão, a Corte poderá analisar os documentos médicos apresentados e, caso considere necessário, determinar novas avaliações sobre o estado de saúde do paciente.
Bolsonaro cumpre pena após condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado. A definição sobre sua situação deverá ser tomada nos próximos dias, diante da análise dos argumentos apresentados pela defesa e das informações médicas anexadas ao processo.





