Da redação
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga seis novas mortes no Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), registradas entre novembro e dezembro de 2025. Segundo o delegado Raphael Seixas, todas as vítimas sofreram paradas cardiorrespiratórias, incluindo cinco idosos, com idades entre 73 e 83 anos. A apuração busca esclarecer se as mortes teriam sido causadas pela administração proposital de substâncias por três técnicos de enfermagem, já presos sob suspeita de homicídio deliberado.
Seixas informou que uma das seis novas vítimas teria recebido a mesma substância letal já relacionada aos óbitos de três pacientes no hospital, conforme laudo inicial, mas destaca que a confirmação dependerá dos resultados do Instituto Médico Legal (IML). O nome da substância segue em sigilo a pedido da polícia, pois ela pode provocar parada cardíaca se usada de forma imprópria ou em alta dosagem.
A investigação enfrenta desafios por não haver imagens de câmeras de segurança dos novos casos, visto que as denúncias surgiram posteriormente. “As imagens seriam importantes, mas analisaremos prescrições, exames de sangue e registros de acesso à farmácia”, explicou Seixas. No total, nove mortes foram denunciadas, sendo que três já foram descartadas por incompatibilidade de datas.
O Hospital Anchieta declarou, em nota, que identificou e comunicou indícios de comportamento atípico à polícia e reitera estar cooperando integralmente com as investigações, mantendo padrões de qualidade reconhecidos.
Os técnicos Marcos Vinícius, Amanda Rodrigues e Marcela Camilly foram denunciados pelo Ministério Público e tornaram-se réus por homicídio qualificado, podendo pegar de 12 a 30 anos de prisão por cada morte, se condenados. O caso segue sob apuração, e as defesas dos acusados alegam inocência.





