Da redação
Após o segundo turno das eleições de 2026, influenciadores, políticos e empresários passaram a publicar nas redes sociais mensagens que incentivam a demissão de empregados por terem votado em determinado candidato à Presidência.
“Eu sou absolutamente contra demissões em razão de ideologia política. Já tive excelentes funcionários e sócios de diferentes ideologias”, diz Samer Agi, ex-juiz do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) e empresário. A escolha do voto pode afetar a produtividade.
Na dimensão moral, a prática reduz o profissional à escolha eleitoral, em vez de considerar suas competências. A Constituição, no artigo 5º, inciso VIII, veda privar alguém de direitos por convicção política; a Justiça do Trabalho trata dispensas por esse motivo como discriminatórias.
Pesquisas da Universidade de Notre Dame indicam que opiniões políticas podem mudar com experiências profissionais. Cruzamentos de resultados do TSE e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) sugerem que contratados atribuem ao governo a melhora das oportunidades de trabalho.



